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SAERJ: Sindicato colabora, avança o Plano de Metas

12/08/2013

Há muito que se discute dentro de nosso sindicato sobre os males que o Plano de Metas traz à educação pública do Rio de Janeiro. Dentre muitos instrumentos para a implementação deste Plano desponta o Saerj. De uma avaliação que seria diagnóstica passou a contar pontos no ranqueamento das escolas com vistas a bonificações. Nesse momento o entendimento óbvio era o de que nós, profissionais da educação, deveríamos barrá-lo a qualquer custo. A principal forma de boicote era a paralisação nos dias de aplicação das provas, com convocação das regionais a irem para as escolas e impedir a realização das provas.

Com o tempo, a direção do Sepe foi abandonando essa pauta, e cada vez mais a resistência passou a ser feita quase que individualmente. Professores que vivenciam o dia a dia das escolas, e que se recusam a ceder a essa política tão nefasta, sofreram e sofrem perseguições de todos os tipos, sem praticamente nenhum apoio do sindicato.

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Na audiência de conciliação que a direção do sindicato teve com Wilson Risolia, uma das exigências do secretário para tirar o código 30 dado erroneamente nos 3 dias da greve de advertência (16,17 e 18 de abril) foi de que não houvesse mais boicote ao Saerj. O que isso nos mostra? Nos mostra que embora a resistência seja praticamente individual, ela ainda incomoda a Seeduc, que parece querer unanimidade. Mas o que fazem as correntes majoritárias na direção do sindicato diante de tal questão? Ao invés de repensar a prática colaboracionista a que está acostumado, de rever sua postura e fazer a autocritica necessária, algumas delas (PT, Psol) defendem exatamente que se acabe com o boicote porque este não funciona. Isto ficou muito claro na assembleia extraordinária do dia 25/05 convocada justamente para discutir tal questão.

Enquanto isso, o governo avança no convencimento dos alunos ao condicionar o ganho de bolsas de estudo em universidades e acesso aos cursos do Pronatec à realização das provas do Saerj. E o que faz a direção do Sepe? Escolhe voltar à atenção unicamente à questão da certificação.

A irresponsabilidade da omissão neste caso é imperdoável, isto porque ao avançar o instituto do Saerj, avança a obrigatoriedade do Currículo Mínimo, avança a competição entre as escolas, avança o Plano de Metas em si. A bonificação pretende rasgar nosso plano de carreira, o Plano de Metas arruinar a educação pública. Nenhum desses é mais ou menos importante a se combater. Está na hora de a direção do sindicato escolher se vai lutar ao lado dos trabalhadores ou se continuará a colaborar com os planos da SEEDUC. O governonão cochila, não podemos mais aceitar que a direção do Sepe feche os olhos ao que lhe convém.

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